Certo dia, a filha do Reimoeiro adoeceu gravemente e não existia nenhuma cura para a sua enfermidade. O seu pai recorreu a todos os sábios e curandeiros em busca de uma solução, mas sem sucesso. Sentindo-se impotente por nada conseguir fazer, ficou impaciente.
Então, ouviu falar que os Bugios, povo vizinho que vivia em Sobrado, venerava uma imagem de São João Batista e que esta era famosa pelos seus milagres, inclusive pela salvação de uma enfermidade que a própria filha do Velho da Bugiada havia sofrido. Em desespero de causa, pediu aos Bugios o empréstimo da imagem para interceder pela cura de sua filha. Os Bugios, solidários com o Reimoeiro, emprestaram a imagem e São João operou mais um milagre. A menina estava curada, para felicidade de seu pai.
Em gesto de agradecimento pela graça recebida, o Reimoeiro organiza um festim, mas recusa-se a devolver a imagem aos Bugios. Mas a ingratidão do Reimoeiro vai mais longe — no banquete por ele oferecido, em jeito de afronta, oferece os restos do repasto aos Bugios. Estes ripostam de igual forma. O "caldo" estava entornado.